Presidente do STF defende diálogo e tolerância para fortalecer a democracia nas eleições

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira (3) que a legitimidade das urnas também é construída a partir do respeito à cidadania e à convivência democrática. A declaração foi feita na abertura da campanha Paz e Tolerância nas Eleições, realizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para Fachin, “discordar não é, nem pode ser, sinônimo de odiar”. 

Pacto de cooperação  

A iniciativa reúne autoridades do poder público, representantes da sociedade civil e líderes religiosos em ações conjuntas para promover a cultura de paz durante o processo eleitoral. A campanha reforça a importância do diálogo, do respeito e da tolerância nas Eleições 2026, bem como defende uma disputa política baseada na convivência democrática. 

Continuidade da iniciativa 

Fachin lembrou que o compromisso “Paz e Tolerância nas Eleições” foi criado em 2022, quando presidiu o TSE, como um chamado às organizações religiosas e à sociedade civil para que se unissem à Justiça Eleitoral na preservação da “serenidade do processo democrático”. 

O ministro destacou que, quatro anos depois, a gestão do ministro Nunes Marques dá continuidade à iniciativa, abrangendo temas como o combate à desinformação e o uso responsável das novas tecnologias no debate público. 

Para o presidente do STF, a continuidade mostra que a Justiça Eleitoral preserva seus valores independentemente de quem esteja à frente da instituição. Segundo ele, boas iniciativas pertencem ao Estado e à sociedade, e não a uma gestão específica. 

Respeito às diferenças  

O ministro salientou que a democracia depende também da capacidade de conviver com opiniões diferentes. A confiança nas instituições e no sistema eleitoral, conforme ele, deve estar acompanhada do respeito à diversidade de ideias. 

Fachin observou que a disputa política, embora legítima e necessária, não pode servir de justificativa para violência, ódio ou desqualificação do adversário. Ele pontuou que o contraditório e a pluralidade de ideias são essenciais à democracia, mas devem ocorrer dentro dos limites do respeito mútuo, preservando a convivência civilizada entre quem pensa diferente. 

Ao concluir, o presidente do STF destacou que a paz não significa ausência de debate, mas é construída por meio do diálogo, da tolerância e do respeito às diferenças. “O Brasil já demonstrou, em momentos desafiadores de sua história recente, a capacidade de superar divergências e reencontrar o caminho do diálogo e da convivência republicana. Que esse mesmo espírito, de serenidade e de respeito mútuo, inspire as eleições que se aproximam”, concluiu.  

Democracia e pluralismo político 

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, disse que a iniciativa busca fortalecer a democracia brasileira e reafirmar o pluralismo político. Segundo ele, a diversidade de ideias, convicções e visões de mundo faz parte da própria democracia. 

Nunes Marques frisou que essa pluralidade exige diálogo, tolerância e respeito às diferenças. Para ele, a disputa pelos rumos do país deve ocorrer de forma legítima, livre e respeitosa. O ministro ressaltou que o Pacto Nacional pela Paz e Tolerância nas Eleições 2026 parte da premissa de que não é preciso pensar da mesma maneira para construir, em conjunto, uma sociedade mais justa. 

Autoridades presentes  

Também participaram do evento o vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça; o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa; o procurador especial de direito eleitoral do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sidney Neves; o coordenador residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Igor Garafulic; ministros do TSE e representantes da sociedade civil e de diferentes tradições religiosas. 

(Edilene Cordeiro//JP) 

Fonte: Portal de Notícias do STF

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