Título: STF testa acompanhamento ambiental de eventos a partir de experiência inédita
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou uma experiência inédita para medir as emissões de gases de efeito estufa causadas pelo deslocamento de participantes de eventos realizados pela Corte. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Relações com a Sociedade (SRS) do STF e servirá de referência para avaliar os impactos ambientais de próximas atividades promovidas pela unidade.
A primeira aplicação ocorreu no seminário “Justiça Climática: princípios, desafios e perspectivas para a atuação do Poder Judiciário”, com a coleta de dados sobre a mobilidade dos inscritos.
Usando a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, foram calculadas 0,237 tonelada de CO₂ equivalente entre os participantes que forneceram os dados. O levantamento alcançou 25,9% das pessoas presentes e ajudará a melhorar a coleta dessas informações em futuros eventos.
O acompanhamento integrou um plano de sustentabilidade elaborado para o seminário, com ações de gestão de resíduos, responsabilidade climática, acessibilidade, inclusão e equidade, em alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.
Entre as medidas adotadas estiveram a coleta seletiva, a eliminação de copos plásticos descartáveis, a priorização de materiais e informações digitais e a instalação de um ponto de recebimento de resíduos eletroeletrônicos. A campanha reuniu 7.305 quilos de equipamentos e componentes, encaminhados para tratamento ambientalmente adequado.
Justiça climática
Realizado em 16 de junho, o seminário reuniu representantes do sistema de Justiça, da academia, da sociedade civil e de povos e comunidades tradicionais para discutir os impactos das mudanças climáticas e o papel do Judiciário na proteção de direitos. Promovido pela SRS, em cooperação com o Observatório do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o encontro integrou a programação “Diálogos com a Sociedade: Justiça Climática e Sustentabilidade”.
Inclusão e diversidade
A dimensão social da sustentabilidade também fez parte da organização. As mulheres representaram 60% das pessoas palestrantes e 62,2% do público presente. O seminário ofereceu seis recursos de acessibilidade, contou com a Sala Acolher, destinada à regulação sensorial e ao acolhimento de diferentes necessidades, e teve três profissionais com deficiência nas atividades de apoio e organização.
Para a secretária da SRS, Leila Mascarenhas, sustentabilidade ambiental, acessibilidade e inclusão integram uma agenda mais ampla da unidade. “As instituições devem liderar pelo exemplo. Além das decisões judiciais, estamos incorporando a sustentabilidade às nossas práticas e demonstrando, por meio de ações concretas, o compromisso com um futuro mais responsável”, afirmou.
(Cezar Camilo//JP//AD)
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Fonte: Portal de Notícias do STF

