A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, esteve nesta sexta-feira (2) na Escola Estadual Pandiá Calógeras, em Belo Horizonte (MG), onde conversou com estudantes do nono ano do ensino fundamental sobre democracia. A dois dias do primeiro turno das Eleições 2026, a ministra, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também abordou a importância do voto e da participação na vida pública do país.
Cármen Lúcia lembrou que a democracia não se resume às decisões tomadas em Brasília ou nas Assembleias Legislativas. Também nas escolas, os estudantes têm o direito de conversar, perguntar e ser respondidos sobre o que desejam. “Isso é democracia”, afirmou. “Vocês, juntos, podem fazer milagres. Vocês são capazes de exigir, de dizer o que querem e como querem, e aí a mudança vem”, incentivou.
A ministra explicou a importância das eleições e disse que mesmo os estudantes que ainda não têm idade para votar podem conversar com a família, amigos, professores e outras pessoas próximas sobre o voto. “O Brasil que teremos nos próximos tempos será o que vamos definir no domingo”, afirmou. “Conto com vocês até domingo. Agitem e façam alguma coisa para que todo mundo perto de vocês saiba a importância do que está fazendo ao ir votar.”
Após a palestra, a ministra respondeu às perguntas do grupo, inclusive sobre a situação das mulheres. “Nós somos mais interrompidas quando falamos do que os homens. Nós trabalhamos mais para ter a mesma promoção que o homem tem”, ressaltou. Citou o dever de cuidar, normalmente atribuído às mulheres, e enfatizou que todas as tarefas precisam ser divididas entre homens e mulheres.
A ministra do STF também afirmou que há preconceito contra as mulheres em todas as profissões. “A misoginia – não gostar de mulheres nos cargos – eu enfrento até hoje, mesmo sendo ministra do Supremo Tribunal Federal”, assinalou. “Não é por acaso que lá há 11 cargos e apenas uma mulher. Nós não queremos que não haja meninos, rapazes e homens junto com a gente. Mas é preciso que a gente não seja desvalorizada só por ser mulher. É isso que a gente quer: igualdade”.
(Com informações do TRE-MG)
Fonte: Portal de Notícias do STF

