O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) referente ao ano de 2025. O levantamento amplia o diagnóstico utilizado pela Corte para identificar as principais fontes de emissão relacionadas às suas atividades e orientar o planejamento de ações de redução e de compensação.
O relatório contou com um aprimoramento dos dados utilizados, o que permitiu um retrato mais completo das fontes de poluição. A iniciativa integra o Programa STF Carbono Zero e está alinhada ao Programa Justiça Carbono Zero, à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Pacto dos Três Poderes da República pela Transformação Ecológica.
Em 2025, foi contabilizada a emissão de 2.771,09 toneladas métricas de gases poluentes, resultado aproximadamente 2,2% superior ao do ano anterior. A maior parcela desse total está associada a atividades relacionadas ao funcionamento do Tribunal, como deslocamentos de pessoas, viagens institucionais e transporte de bens e materiais.
O diagnóstico permite identificar as práticas com maior impacto climático e orientar medidas destinadas a reduzir as emissões, como o incentivo a formas mais sustentáveis de deslocamento, a adoção de veículos menos poluentes e o uso de reuniões virtuais quando adequado.
O inventário também contabiliza as remoções de carbono associadas à manutenção e à ampliação de áreas verdes do Tribunal. As informações reunidas servem de referência para o acompanhamento das ações de descarbonização e para o planejamento de novas iniciativas.
Nos últimos anos, a Corte tem adotado medidas para reduzir o impacto ambiental de suas atividades. Entre elas estão a ampliação do uso de energia renovável, a implantação de usina fotovoltaica no Anexo II, a substituição de lâmpadas fluorescentes por tecnologia LED, a eliminação de garrafas plásticas descartáveis e o aprimoramento da gestão de resíduos sólidos.
A elaboração do relatório segue diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol, metodologia utilizada para identificar, calcular e divulgar emissões de gases de efeito estufa, e passou por verificação independente. Em 2023, 2024 e 2025, o STF recebeu o Selo Ouro do programa. A certificação reconhece inventários completos submetidos à verificação por terceira parte, reforçando a transparência e a confiabilidade das informações divulgadas.
Leia a íntegra do relatório.
(Pedro Scartezzini e Cezar Camilo//CF)
Fonte: Portal de Notícias do STF

